terça-feira, 12 de outubro de 2010

Vida de borboleta!

Eu sinto um turbilhao de pensamentos assombrando a minha mente
disputando a supremacia que vai me dirigir aos atos mais insanos
eu acabo de me descobrir bipolar e
nao sei usar isto como argumento para as falhas do passado
nada vai esclarecer a minha incapacidade de escolha
eu sou um erro, um borrao ao acaso, eu tenho uma sobrevida
algo parecido com uma borboleta em seu estágio final, no imago,
depois de tantos sofrimentos, depois de todas as etapas de metamorfismo
eu rompo a barreira entre o meu ego e o mundo que me cerca
me contamino de toda a sujeira que cerca a minha carne pervertida
entao eu me deixo ir.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Vezes de outrora!

Era uma vez um lugar chamado depressilândia, onde as pessoas não falavam, não ouviam, apenas viam.
Era uma vez um lugar chamado ignorilândia, onde as pessoas não viam, não ouviam, apenas falavam.
Era uma vez um lugar chamado submissilândia, onde as pessoas não viam, não falavam, apenas ouviam.
Era uma vez um lugar chamado inferno, onde as pessoas viam, falavam e ouviam.
Com uma pitada de respeito, o inferno virou felicilândia.



FIM

A História de Aninha!

Aninha tinha 13 anos quando isso aconteceu:

Descia a ladeira de sua casa para buscar pão na padaria, era um momento feliz, pois sua mãe havia furtado umas moedas do cofre com nariz de porco do filho da vizinha rica, para quem a mãe de Aninha trabalhava como doméstica.
-Um, dos, três, o seu bolo comerei, quatro, cinco, seis, o seu amor possuirei...
Aninha cantarolava, saltitava, até que dois homens rústicos atravessaram a rua carregando um espelho enorme que refletiu a imagem de Aninha nele. A imagem de Aninha nele. A imagem de Aninha nele... E assim, por meio de um devaneio súbito, Aninha fez-se megera. Ela tinha poder nos olhos. Nunca se enxergara antes.
Aninha nem pagou o pão da padaria, ela queria o pão, o padeiro queria Aninha, Aninha tinha poder nos olhos. Aninha não queria voltar a pé, o senhor habilitado queria Aninha, Aninha tinha poder nos olhos.
Mais tarde, Aninha, tão diferente da Aninha antes do reflexo, agora com micro shorts, sutiã aparente e um salto bem colocado, sem mencionar o batom vermelho e, o rímel bem passado para realçar o olhar com poder:
-Aonde vai menina, vestida que nem puta!? Perguntou a mãe descrente com a nova Aninha.
-Vou buscar o que eu quiser! Respondeu Aninha com poder nos olhos!

domingo, 30 de maio de 2010

Boa Faxina!


 Esse sentimento de culpa é uma inverdade. Eu sempre tenho razão. Ninguém há de me convencer o contrário. Eu sei que o fiz porque era certo. Não venha dizer-me que sou sozinho porque quero. Eu já descobri. Eu sou sozinho porque sou bom demais para todos.
 Pra gente sobreviver nesse mundo ou nesse clichê de selva de pedra, a gente têm que sucumbir, isso é fato. Sucumbir à hipocrisia moral e ética, sucumbir à ganância.
 Não é mais fácil cuspir na minha cara toda a verdade do seu pensamento? Porque se espalha como erva daninha e isso é ascoso. Revela a verdade do seu ser. Revela a pedra que pulsa em você. Não me faça gargalhar da sua atuação nota dez.
 Eu sinto cheiro de um universo ao qual eu não pertenço. Cada escolha minha gera uma consequência negativa. E minhas escolhas são certas. Não são óbvias, porém certas. Sempre estou seguro das minhas vontades e dos meus dissabores. Acho que é isso que os incomoda. Eu sou tão seguro que afasto vocês de mim. Eu sou tão confuso, que vocês não me decifram.
 Contrata uma diarista pra fazer uma boa faxina aí. Ah! Porque precisa viu, de uma BOA FAXINA!