Era uma vez um lugar chamado depressilândia, onde as pessoas não falavam, não ouviam, apenas viam.
Era uma vez um lugar chamado ignorilândia, onde as pessoas não viam, não ouviam, apenas falavam.
Era uma vez um lugar chamado submissilândia, onde as pessoas não viam, não falavam, apenas ouviam.
Era uma vez um lugar chamado inferno, onde as pessoas viam, falavam e ouviam.
Com uma pitada de respeito, o inferno virou felicilândia.
FIM
segunda-feira, 7 de junho de 2010
A História de Aninha!
Aninha tinha 13 anos quando isso aconteceu:
Descia a ladeira de sua casa para buscar pão na padaria, era um momento feliz, pois sua mãe havia furtado umas moedas do cofre com nariz de porco do filho da vizinha rica, para quem a mãe de Aninha trabalhava como doméstica.
-Um, dos, três, o seu bolo comerei, quatro, cinco, seis, o seu amor possuirei...
Aninha cantarolava, saltitava, até que dois homens rústicos atravessaram a rua carregando um espelho enorme que refletiu a imagem de Aninha nele. A imagem de Aninha nele. A imagem de Aninha nele... E assim, por meio de um devaneio súbito, Aninha fez-se megera. Ela tinha poder nos olhos. Nunca se enxergara antes.
Aninha nem pagou o pão da padaria, ela queria o pão, o padeiro queria Aninha, Aninha tinha poder nos olhos. Aninha não queria voltar a pé, o senhor habilitado queria Aninha, Aninha tinha poder nos olhos.
Mais tarde, Aninha, tão diferente da Aninha antes do reflexo, agora com micro shorts, sutiã aparente e um salto bem colocado, sem mencionar o batom vermelho e, o rímel bem passado para realçar o olhar com poder:
-Aonde vai menina, vestida que nem puta!? Perguntou a mãe descrente com a nova Aninha.
-Vou buscar o que eu quiser! Respondeu Aninha com poder nos olhos!
Descia a ladeira de sua casa para buscar pão na padaria, era um momento feliz, pois sua mãe havia furtado umas moedas do cofre com nariz de porco do filho da vizinha rica, para quem a mãe de Aninha trabalhava como doméstica.
-Um, dos, três, o seu bolo comerei, quatro, cinco, seis, o seu amor possuirei...
Aninha cantarolava, saltitava, até que dois homens rústicos atravessaram a rua carregando um espelho enorme que refletiu a imagem de Aninha nele. A imagem de Aninha nele. A imagem de Aninha nele... E assim, por meio de um devaneio súbito, Aninha fez-se megera. Ela tinha poder nos olhos. Nunca se enxergara antes.
Aninha nem pagou o pão da padaria, ela queria o pão, o padeiro queria Aninha, Aninha tinha poder nos olhos. Aninha não queria voltar a pé, o senhor habilitado queria Aninha, Aninha tinha poder nos olhos.
Mais tarde, Aninha, tão diferente da Aninha antes do reflexo, agora com micro shorts, sutiã aparente e um salto bem colocado, sem mencionar o batom vermelho e, o rímel bem passado para realçar o olhar com poder:
-Aonde vai menina, vestida que nem puta!? Perguntou a mãe descrente com a nova Aninha.
-Vou buscar o que eu quiser! Respondeu Aninha com poder nos olhos!
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